sexta-feira, 30 de março de 2012

Beleza, para que te quero?

Objeto de reflexão dos filósofos e de desejo dos humanos comuns, a noção de belo tem gerado discussões importantes também quando o assunto é carreira profissional, onde nunca se conseguiu chegar a um consenso sobre a real relevância do quesito aparência


Você pode até não conhecer o poema "Receita de Mulher", de Vinícius de Moraes. Mas, provavelmente, já ouviu alguém citando seus dois primeiros versos: "as muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". Talvez, se tivesse dito isso hoje – era do politicamente correto – o célebre poeta fosse o Rafinha Bastos da vez. Atualmente, poucas coisas soam tão preconceituosas quanto a utilização do subjetivo atributo físico como critério de seleção em algo que não seja um concurso de miss, uma seleção de modelos ou coisa do tipo.
O problema é que – podem até não dizer nada a você na entrevista de emprego ou estabelecer um ponto no regulamento fazendo menção explícita – mas, na prática, a aparência tem um peso considerável no mercado profissional. E, segundo um estudo norte-americano, ser bonito ou bonita faz diferença.
Em uma pesquisa conduzida pelo economista norte-americano Daniel Hamermesh, autor do livro "Beauty pays" ("A beleza paga", em português), um grupo de avaliadores classificou a beleza do rosto de 2.774 profissionais e concluiu que os trabalhadores americanos colocados entre os 7% mais "feios" ganham até 17% menos do que os 33% considerados mais "bonitos". Considerando apenas a amostragem do público feminino, os números mostram que nos Estados Unidos as "belas" ganham 6,5% mais, enquanto as "feias" perdem 4,3%.
Feio para você, bonito para mim
Definir quem é "bonito" ou "feio" não é uma tarefa difícil para você, nem para o recrutador que prefere os de "melhor aparência". Mas nada garante que sua percepção de beleza será a mesma dele, muito menos a do candidato na hora da seleção. Afinal, o que é belo?
Na concepção platônica, a beleza nada mais é do que pura ideia, a compreensão particular que cada indivíduo é capaz de formular sobre o conceito. Mas na própria Grécia de Platão, onde a noção de belo foi exaustivamente estudada, conceituada e venerada, chegou-se a formular matematicamente uma definição que, através de escalas e algoritmos, determinaria o que é feio e o que é bonito.
Hoje ninguém vai medir o rosto de uma pessoa para ver se suas proporções se encaixam nos modelos determinados pelos números gregos. No entanto, a beleza ganhou padrões, que podem mudar um pouco de região a região e de época em época, mas sempre tendem a reproduzir as características de grupos dominantes: os deuses gregos no mundo antigo, as moças brancas da Europa feudal, os ídolos teen norte-americanos hoje em dia.
Mas, pense bem: será que – independente de ser apenas uma noção individual ou um padrão pré-determinado – a beleza faz mesmo diferença na vida profissional?
Atitudes que valem mais
Para a gerente da Cia. de Talentos e Carreira, Bruna Dias, é importante se vestir e se comportar de acordo com o perfil da empresa onde se trabalha ou pretende trabalhar. E antes dos atributos físicos vem a capacidade de desempenhar seu papel. "O que tem que estar em evidência na hora da entrevista não é a beleza. É a sua competência", destaca Bruna.
Entretanto, Bruna acredita que – embora a aparência não seja um elemento que se sobrepõe às exigências mais importantes do mercado – ela pode ter relevância no primeiro contato com um recrutador, um novo chefe ou uma nova equipe.
Para Rudney Pereira Junior – gerente de projetos do Grupo Foco, empresa especializada em gestão de pessoas – a forma como o profissional se apresenta em um primeiro contato também é importante. "Através do currículo puro, o recrutador não conhece a pessoa, o contato pessoal é muito importante e é essencial que o candidato saiba se apresentar e passar confiança", afirma.
Pereira Junior explica, no entanto, que isso não quer dizer que as pessoas precisam seguir sempre um padrão de como se vestir ou se portar. É difícil, por exemplo, encontrar pessoas com tatuagens pelo corpo atuando no ramo da medicina. Mas no meio da comunicação é comum.
Bruna destaca a mesma coisa: "de maneira geral, alguns cuidados são sempre importantes. Mas o mais importante é o candidato estar de acordo com o perfil da empresa. Normalmente, não é legal ir trabalhar de mini-saia. Mas se for uma loja de surf, qual é problema?".
No caso dos profissionais mais jovens, inclusive, é sempre importante inspirar confiança nos primeiros contatos, destaca Bruna. E, nesse sentido, a aparência tem um papel importante. "Normalmente, se costuma dizer que há preconceito com os profissionais mais velhos. Mas também há com os jovens demais. Por isso, é fundamental transmitir credibilidade", destaca.
A gerente da Cia. de Talentos destaca, no entanto, que é preciso ficar à vontade. Segundo ela, é importante tomar cuidado para não acabar se sentindo "desconfortável, porque isso pode piorar qualquer situação".
Enfim, independente de serem eleitos como feios ou bonitos, bons profissionais sabem que assumir a postura certa diante de cada situação é o que faz a diferença. E, mais que tudo, estar munido de algo que não é necessário nenhum estudo para comprovar sua importância: competência.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Trabalho sob pressão: organização é a chave para lidar com problema

A organização é o elemento fundamental, pois é o que vai permitir a análise do cenário e avaliação dos recursos disponíveis
Os prazos são curtos, os recursos são escassos e os clientes, extremamente exigentes. Em um mundo competitivo, dinâmico e que nunca para, trabalhar sob pressão faz parte do negócio. Embora não seja possível eliminar esse componente característico do mercado de trabalho, há muito que fazer para suavizá-lo.
Primeiramente, vale esclarecer o que é trabalhar sob pressão. “Nada mais é do que você conseguir trabalhar de forma organizada, cumprir seus prazos – sem se deixar influenciar por coisas externas e entregar com qualidade”, explica o gerente-geral da Dasein Executive Search, David Braga.
Mas como fazer isso? O especialista acredita que uma das principais estratégias para reduzir a pressão no trabalho é a organização. Profissionais responsáveis por muitas atividades e que precisam tomar diversas decisões precisam saber muito bem se organizar e priorizar as demandas.
“É preciso parar e analisar todo o contexto. Inclusive, se você tem recursos e tempo hábil para entregar as demandas”, explica Braga. Nessa análise, o profissional deve observar quais são suas fraquezas e quais são seus pontos fortes e, em relação às demandas, deve analisar onde estão as chances de ocorrer mais problemas e erros.
Quanto mais claro for o cenário para o profissional em relação ao tempo, recursos, pontos que geram problemas, mais fácil será tomar decisões. Isso também ajuda o profissional a dizer alguns “nãos”, por exemplo.
Saber dizer não
De acordo com o especialista, quando o profissional não é organizado, ele vai aceitando todas as demandas que chegam, todos os pedidos dos clientes, dificilmente recusando uma tarefa. O problema é que essa atitude é justamente o que vai levá-lo a ter de lidar com prazos impossíveis, sem os recursos suficientes.
“O trabalho sob pressão é muitas vezes o resultado do acúmulo de tarefas e da desorganização profissional”, diz Braga. Muitos profissionais, porém, mesmo sabendo da escassez de recursos e tempo, evitam dizer não, por medo do chefe ou de perder o cliente.
Para Braga, as empresas não querem profissionais que só digam “sim” para todas as demandas. Elas querem aqueles que saibam analisar o contexto – disponibilidade de pessoa, dinheiro e tempo – e possam argumentar sobre as limitações. E a organização é o elemento fundamental, pois é o que vai permitir a análise do cenário.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Seleção: 46% dos profissionais desaprovam as dinâmicas de grupo

Pesquisa da Curriculum revela que quase metade dos candidatos não estão satisfeitos com a maneira como as dinâmicas são conduzidas
Uma recente pesquisa divulgada pela Curriculum e desenvolvida pela Gentis Panel revelou que quase metade dos profissionais nacionais (46%) estão pouco satisfeitos ou insatisfeitos com a maneira como as dinâmicas de grupo são conduzidas. E, ao que parece, tal queixa não se dá à toa.
Como se não bastassem as longas horas de entrevistas, os candidatos ainda precisam se submeter a uma série de perguntas, que, por vezes, acabam expondo os profissionais perante outros participantes.
“Sabemos que não é fácil ser avaliado e, em muitos casos, o candidato continuará reclamando e não ficará satisfeito”, diz o presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri.
Para ele, o ideal para os recrutadores é que algumas estratégias a respeito das dinâmicas fossem revistas, afinal, tal ferramenta pode ser muito importante nos processos de seleção.
Avaliação psicológica
Outro ponto avaliado pela pesquisa diz respeito à falta de feedback, que, segundo relatos dos entrevistados, tem ocorrido não apenas na fase de recrutamento, mas também constantemente em outras atividades das organizações.
Para se ter uma ideia, neste quesito, 78% das pessoas entrevistadas informaram já ter participado de uma avaliação psicológica durante um recrutamento, contudo, 66% destes profissionais declararam jamais ter recebido um retorno de tal avaliação.
Apenas 26% dos participantes declararam ter recebido um feedback posteriormente e os que tiveram um retorno imediato somaram 8% do total. “Sabemos do acúmulo de tarefas e da falta de tempo tradicional do RH, mas seria interessante que os profissionais da área pudessem encarar estes fatos com mais responsabilidade, seriedade e respeito”, comenta Abrileri.
Para ele, o ideal seria que os recrutadores tratassem os candidatos da mesma forma como gostariam de ser tratados.
Na prática
Já com relação aos testes práticos, 43% dos profissionais informaram acreditar que a realização deles é fundamental para testar os conhecimentos do candidato. Contudo, o percentual de profissionais que declararam que o exame poderia ser substituído por um bate-papo atingiu 36%.
De qualquer forma, a maior parte (42%) defendeu que os testes deveriam ser marcados de uma forma mais flexível, em horários alternativos para facilitar tanto a rotina do recrutador quando a agenda de compromissos do candidato.
A pesquisa
O levantamento contou com a opinião de mais de 2.500 profissionais em relação às atividades práticas do processo seletivo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Desvendando o Código da LiderançaAs fórmulas para se tornar um bom líder funcionam?



O que dizem os psicólogos e sociólogos? Quais as principais teorias e pesquisas já realizadas? Descubra conoscoEm novembro, Sir John Robert Madejski trocou o terno e a gravata por uma bata de hospital e encarou uma longa sessão de ressonância magnética na Universidade de Reading, na Inglaterra. Os médicos fizeram uma varredura de seu cérebro. Cada detalhe da massa cinzenta do empresário foi escaneado enquanto ele era convidado a responder perguntas que simulavam decisões de negócios. Em tempo: Madejski é um dos homens mais ricos do mundo e dono de redes de hotéis, restaurantes, revistas e ainda empresta seu nome a um estádio de futebol. E não, ele não está doente. Ele se submeteu aos exames por outra razão: ajudar uma equipe de psicólogos, neurologistas e especialistas em liderança a descobrir quais mecanismos cerebrais diferenciam as pessoas comuns dos grandes líderes.Não é primeira vez que a ciência tenta desvendar os mistérios da liderança. Desde que a palavra líder (do inglês to lead, que significa guiar, conduzir) entrou para o nosso vocabulário, na segunda metade do século XIX, neurologistas, psicólogos e sociólogos tentam entender a tal capacidade que algumas pessoas têm de guiar outras, influenciando-as com suas ideias. A liderança seria um talento natural ou resultado de um árduo aprendizado? Como devem agir os líderes? Como as mudanças da sociedade influenciam quem está no comando? Essas são algumas questões que, há tempos, intrigam os pesquisadores...Da teoria à práticaAs opiniões sobre liderança nunca foram unânimes. Por exemplo, o sociólogo alemão Max Weber afirmava que alguns indivíduos eram dotados de uma personalidade extraordinária, com qualidades incomuns, que os diferenciava dos demais. Eram os chamados líderes carismáticos, donos de uma espécie de conhecimento mágico. Entre eles, Weber destacava os heróis de guerra, profetas e feiticeiros. Já Sigmund Freud avaliou o papel do líder nas relações humanas. Para o austríaco, esse ocupa o papel do pai, enquanto os liderados são os filhos. Sua grande missão é organizar as vidas em busca de sentido.No século 19, os estudos sobre liderança defendiam que essa era uma qualidade natural e que jamais poderia ser aprendida. Tal linha de pensamento ficou conhecida como a Teoria do Grande Homem e citava os reis e príncipes como exemplos de líderes natos. O dom da liderança, segundo essa visão, era transmitido de geração a geração, por laços de sangue, sendo comum em famílias de aristocratas. Assim, indivíduos com talento para liderar raramente seriam encontrados nas camadas baixas da sociedade.Mais tarde, psicólogos partiram para outra abordagem da liderança.
Dedicaram-se a analisar o perfil dos grandes líderes a fim de encontrar características comuns entre eles. Essas pesquisas deram origem às teorias dos Traços de Personalidade, que se empenhavam em listar as características que podem levar alguém a ocupar um posto de comando. Entre as principais, estão tolerância ao estresse, autoconfiança, bom relacionamento interpessoal e capacidade de aprendizado.Com o tempo, a crença de que só existem líderes natos ficou para trás. Ganhou, então, espaço a ideia de que é possível, sim, forjar um líder. Para isso, bastaria observar as atitudes de quem sabe liderar e aprender com elas. Hoje, não faltam livros, manuais, cursos e treinamentos que tentam ensinar aos candidatos a líder o passo a passo para comandar com sucesso. E cada autor tem uma fórmula. Peter Northouse, em seu livro Leadership: Theory and Practice, explica que, para ter sucesso nesse papel, é preciso aprimorar as capacidades de resolver problemas, de julgamento social e o conhecimento. "Juntas, essas habilidades formam o coração da liderança efetiva", diz o autor.Já David Ulrich, professor de Management na Ross School of Business da Universidade de Michigan e autor de o Código da Liderança (título designado para essa reportagem), enumera quatro atitudes que considera fundamentais para os líderes de sucesso: proficiência pessoal (ser capaz de controlar o próprio estresse e de conhecer-se), estratégia (planejar o futuro e compartilhar sua visão com os demais), execução (fazer as mudanças acontecerem), gerenciar talentos (cuidar dos empregados, comunicar-se com eles e orientá-los), desenvolver o capital humano (construir talentos que, no futuro, beneficiem a organização). "Entre 60 a 70 por cento das características que fazem de alguém um líder de sucesso podem ser agrupadas nessas cinco áreas", diz ele, em entrevista à revista Administradores.O poder das circunstânciasGeorge Kohlrieser, diretor do Programa de Liderança e Comportamento Organizacional no prestigiado IMD (International Institute for Management Development), defende que liderança não é um talento nato e, sim, uma capacidade que pode ser desenvolvida. "Ela costuma ser melhor aprendida durante infância, a partir de modelos positivos, ou quando o indivíduo tem uma história de vida que incentiva a boa liderança", afirma o especialista. "Além disso, a necessidade e as circunstâncias também podem contribuir para formar bons líderes", diz ele.Exemplos de líderes forjados pelo contexto não faltam na literatura e no cinema. Do Rei Arthur a Spartacus, de Robin Hood a Joana D'Arc, as histórias se repetem: o herói que desconhece seu poder é chamado à luta e acaba por liderar multidões. Na vida real, um exemplo clássico é o de Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos de 1933 a 1945. À frente da Casa Branca, ele encarou nada menos do que a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Seus biógrafos e admiradores não cansam de exaltar seu talento para liderança e sua personalidade marcada pela autoconfiança, equilíbrio e companheirismo. Para muitos, as características que fizeram dele um grande líder teriam sido aprimoradas em sua luta contra a poliomielite, doença que contraiu aos 39 anos e que comprometeu sua capacidade de movimento.As circunstâncias adversas, por sinal, são essenciais na hora de avaliar a capacidade de liderança. Quando o imprevisível dá as caras e todos os fatores estão contra o grupo, muita gente se pergunta: como comandar com sabedoria? "Nessas horas, o mais importante é manter uma atitude positiva, procurando por oportunidades à sua volta. Os grandes líderes fazem isso: eles estão incansavelmente buscando meios de aprender com as crises", explica George Kohlrieser. Segundo ele, nesses momentos, é preciso também inspirar confiança, envolver todos na solução do problema e não abrir brecha para o desespero. "A pior atitude é se deixar controlar pelo medo e se tornar negativo. Isso impede o aprendizado e pode levar a mal entendidos e à perda de confiança", afirma.Nas crises ou fora delas, a qualquer tomada de decisão, os líderes correm um risco constante: errar. Mas, calma lá!, não estamos dizendo que não se pode errar. Todos têm o direito de cometer erros. Mas quem está no comando só pode se enganar até certo ponto. "Os grandes erros estão ligados ao descontrole emocional e a atitudes muito radicais. São comuns quando a pessoa observa apenas a crise e o momento, deixando de ter uma visão sistêmica. Por isso, no caso de uma crise, é importante analisar a decisão, onde ela irá impactar e quais oportunidades ela poderá trazer", explica Artur Diniz, fundador e CEO da Crescimentum e autor do livro Líder do Futuro - a transformação em líder coach. E, se mesmo assim um erro for cometido, vale colocar em prática o que diz George Kohlrieser: "Os melhores líderes aprendem muito mais com seus erros do que com seus acertos, desde, é claro, que os erros não se repitam e que a pessoa realmente aprenda a lição."O fator humanoEducação, personalidade, circunstâncias, crises, erros e acertos. Tudo isso conta na formação de um líder. Mas, talvez, nenhum fator seja tão importante quanto as relações humanas. Afinal, o modo de se relacionar com os liderados pode ser determinante para o sucesso ou não de uma liderança. Nesse quesito, o primeiro alerta dos especialistas é ficar atento às mudanças que marcaram a sociedade e, assim, evitar seguir modelos de liderança que estão ultrapassados. "Há mais de 30 anos, quando meu pai liderava a empresa, ele vivia numa sociedade em que o homem mandava e a mulher e os filhos obedeciam. As pessoas eram, por isso, treinadas para obedecer. O líder de sucesso era aquele autoritário, que sabia mandar e nunca era questionado", conta Artur Diniz.As relações familiares mudaram – mulheres passaram a trabalhar, o homem deixou de ser o chefe da casa e o diálogo começou a ser visto como o melhor caminho para a tomada de decisões. Segundo Artur Diniz, essa transformação da sociedade se refletiu nas organizações, influenciando diretamente a relação entre chefes e subalternos. "Em casa, as crianças são treinadas a questionar, a argumentar e a não aceitar ordens sem uma razão clara. Isso se refletiu nas relações de trabalho, onde as pessoas já não aceitam mais o líder que manda, grita e exige que todos obedeçam sem abrir espaço para o diálogo", explica o especialista.Líderes déspotas e autoritários ficaram para trás. Distribuir ordens aos gritos, impor decisões, esconder informações também são atitudes do passado. E não adianta ir contra a maré. Quem sabe, no futuro, os dados coletados pelos pesquisadores da Universidade de Reading confirmem isso e apontem o novo caminho: visão e inspiração diferenciam um grande líder dos demais. "Os grandes líderes têm visão. E ter visão é se preocupar em transformar os indivíduos, o time, a organização e o mundo num lugar melhor. Dessa maneira, eles inspiram os outros a enfrentar o que for necessário para alcançar os objetivos", afirma George Kohlrieser. Você, líderFaça uma autoavaliaçãoNo time de futebol, no grupo de amigos, na família, no lazer... Em qualquer grupo há espaço para líderes. Segundo David Urlrich, quem está no comando deveria fazer um simples exercício diário para avaliar como tem se saído. "Separe dez minutos do seu dia e pergunte a si mesmo: você tem consciência de quem está liderando e de como suas ações afetam essas pessoas? Você está se tornando um líder melhor com o tempo? Está cumprindo os planos que traçou?", aconselha o especialista.Aprenda a reconhecer um ditadorCada líder tem um estilo próprio, mas, dependendo da maneira como age no dia a dia, pode ser classificado como democrata, burocrata ou ditador. Chefes abertos ao diálogo e que costumam ouvir o que os funcionários têm a dizer fazem parte do primeiro grupo. Já aqueles que seguem ao pé da letra uma metodologia estão mais próximos dos burocratas. Os ditadores, por sua vez, são inconfundíveis. Eles se recusam a ouvir os demais, não aceitam erros e não admitem que suas decisões sejam questionadas.Os reis da escolaEm 1998, uma pesquisa americana com 160 estudantes identificou alguns traços comuns na personalidade daqueles que se tornavam líderes. Os jovens mais dominantes, confiantes na própria capacidade e inteligentes eram frequentemente identificados como líderes por seus colegas. Esses traços, segundo os pesquisadores, não garantem que um jovem irá se tornar um líder, mas indicam uma forte possibilidade de isso ocorrer. Dois passos para ser um líder melhorDavid Ulrich, autor do Código da Liderança e considerado uma das maiores autoridades mundiais em gestão de recursos humanos, dá mais dois conselhos para quem está na invejada e desafiadora posição de comando.Pense..."Os líderes raramente pensam sobre liderança e não desenvolvem seu próprio ponto de vista sobre o assunto. É preciso se perguntar: que valores você quer enfatizar, que potenciais você tem a oferecer, que experiências o levaram a esta posição e, o mais importante, como você está criando valor para outras pessoas. Sem esse último item, não se pode ser um líder de sucesso."... e se comunique"Para uma mudança dar certo, o segredo está na comunicação. Um líder não pode esperar ser seguido sem comunicar às pessoas os seus planos e qual papel delas nas mudanças que estão a caminho. E um detalhe: a mensagem deve ser repetida de cinco a seis vezes, pelo menos, para que seja realmente absorvida." Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vai entrevistar alguém? Saiba o que perguntar ao candidato

Levantamento da Curriculum revela os erros mais comuns dos recrutadores, segundo a avaliação dos candidatos Nem sempre as perguntas feitas por um recrutador podem agradar os candidatos a uma vaga, afinal, dependendo do teor dos questionamentos, muitos trabalhadores podem se sentir constrangidos imaginando que sua intimidade foi invadida.A situação é mais delicada ainda quando os profissionais são questionados sobre temas pessoais.“É sempre difícil falar de si mesmo, ainda mais num momento em que as próprias características e, principalmente, aquilo que se fala podem ser decisivos para definir a contratação”, informa o presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri, que garante que não gostar desse tipo de pergunta é mais comum do que se imagina.O que perguntar?Para orientar os profissionais de RH (recursos humanos) a não cometerem erros em uma avaliação, o site de empregos Curriculum encomendou uma pesquisa à Gentis Panel para saber o que mais de 2.500 pessoas pensavam sobre as perguntas feitas em um processo de seleção.De acordo com o resultado, divulgado na quarta-feira (21), questionar as ambições e a visão de futuro do candidato pode até garantir o conforto de quem esta à procura de um emprego, mas isso apenas se essa realmente for a intenção do empregador.As perguntas mais bem avaliadas pelos candidatosFale-me um pouco mais da sua última experiênciaQuais são suas habilidades?Quais suas expectativas em assumir este novo desafio?Por que devemos contratar você?Como você se imagina daqui a cinco anos?O que eles não gostam de responderVocê corre o risco de chegar atrasado (pelo local onde mora)?Vai aceitar ganhar menos que no outro emprego?Fale-me sobre três defeitos seusFale-me sobre três qualidades suasPor que você saiu do outro emprego?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Como se certificar de ter escolhido uma profissão que tem futuro?

Para escolher bem uma profissão, jovem deve conversar com alguém que tenha, pelo menos, dez anos de experiência na área


Escolher uma carreira não é das tarefas mais fáceis, ainda mais para quem é muito jovem e não tem grande conhecimento sobre as diversas profissões. Nessa busca, ainda é preciso fazer um grande trabalho de autoanálise, observando quais são as competências, talentos, aptidões e habilidades. Além disso, é preciso se certificar de que todos esses elementos se encaixam com a área que você pretende seguir.

O futuro da profissão
A questão é que o processo de escolha da carreira não termina aí. Mais do que ter mapeado o perfil comportamental e verificado se ele está de acordo com a profissão que deseja seguir, é importante checar se a profissão escolhida tem futuro.

Todos os anos surgem as “carreiras da moda”, que nada mais são do que profissões do momento, que todo mundo quer seguir, achando que seu futuro está garantido e que o mercado de trabalho irá oferecer oportunidades incríveis e por muito tempo.

O problema é que nem sempre uma profissão que se torna a estrela do momento vai muito longe, o que poder resultar em muita frustração. Como, então, lidar com isso?

Converse com quem entende
O sócio-fundador da Alliance Coaching, Sílvio Celestino, explica que o jovem precisa observar qual a tendência da carreira que escolheu, mas sem esquecer que “uma tendência é uma aposta”, ou seja, não é algo confirmado, concreto. Celestino ainda diz que nem sempre um jovem tem condições de fazer esse tipo de análise, pelo pouco conhecimento de mercado e pela falta de experiência.

Se você não se sente seguro para fazer essa avaliação, vá atrás de quem sabe. A fórmula, portanto, é bastante simples: reflita bastante e selecione algumas profissões, depois encontre uma pessoa que já trabalhe nela há, pelo menos, dez anos.

Ao longo dos anos, as profissões passam por fases, ou seja, momentos de alta e de baixa. Um profissional que já está há bastante tempo na área é altamente indicado para dizer quais os desafios da carreira. Aí, sim, você poderá fazer uma escolha mais segura.

O importante, portanto, é evitar se influenciar por uma profissão aparentemente promissora. Nos próximos anos, por exemplo, o Brasil terá dois grandes eventos esportivos, Copa do Mundo em 2014 e Olimpíada em 2016. A carreira de turismo pode parecer muito atrativa no momento, mas e depois dos jogos? Você já pensou nisso?

Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 22 de março de 2012

O desafio de planejar a carreira


Quando consegue um estágio ou uma vaga de trainee numa empresa de excelente reputação, o jovem é estimulado e até orientado a planejar sua carreira; Paradoxalmente, aumentaram as dúvidas sobre a carreira a seguir

Há fortes indicadores de que as pessoas estão planejando melhor suas carreiras hoje que no passado. Um deles é que a boa parte dos jovens que se graduam nas universidades logo engata uma especialização, um MBA ou uma pós-graduação, geralmente na sua área de interesse. Como sabem que o mercado está cada vez mais exigente e competitivo, eles procuram ampliar seus conhecimentos enquanto engatinham na profissão ou mesmo antes de tentar um emprego na área de sua especialização.

Quando consegue um estágio ou uma vaga de trainee numa empresa de excelente reputação, o jovem é estimulado e até orientado a planejar sua carreira. Em alguns casos, além de receber treinamento interno, obtém algumas facilidade para continuar sua formação em cursos de especialização ou pós-graduação. Nesse caso, será bem mais fácil para o jovem ter uma visão holística da profissão que pretende abraçar e identificar quais as habilidades que deverá desenvolver para ter sucesso na carreira que escolheu.

Paradoxalmente, aumentaram as dúvidas e as incertezas sobre a carreira a seguir. Uma das evidências é o alto índice de evasão no ensino superior. De acordo com dados do Ministério da Educação, de 2008 para 2009, 896.455 estudantes abandonaram a universidade. Esse número representa mais de 20% do universo de alunos matriculados. Nos cursos de engenharia, uma das profissões tradicionais de maior prestígio e em alta no mercado, o índice de evasão chega a 50% em algumas escolas segundo a Confederação Nacional da Indústria, que lançou um plano para reduzir o abandono.
Não existe um estudo geral e conclusivo sobre os motivos que levam o jovem a abandonar a universidade. Os especialistas apontam várias razões, como dificuldades financeiras do aluno, o que, imagina-se, afeta principalmente estudantes das instituições privadas. Mas estudos setoriais mostram que a "falta de vocação" está entre os principais motivos alegados pelos universitários quando desistem dos cursos.

Descobrir a vocação antes de entrar para uma universidade é um grande desafio para os jovens do mundo de hoje. Com os avanços vertiginosos na ciência, o surgimento de novas tecnologias que mudam até a forma de pensar e as transformações no mundo corporativo, estão surgindo muitas profissões novas num ritmo que não conseguimos acompanhar. E, infelizmente, grande parte dos jovens não tem condições de sequer obter informações sobre profissões que poderiam atraí-lo. Só depois de começar a frequentar um curso superior é que muitos estudantes descobrem que queriam outra coisa na vida.

Mesmo depois da formatura, muitos desistem de trabalhar na área objeto do curso de graduação, e buscam espaço em outra carreira. O mercado está cheio de engenheiros que optaram por trabalhar no mercado financeiro, em administração de empresas e até em marketing, só para citar um exemplo.

O planejamento da carreira, portanto, é um desafio a qualquer momento da vida. O importante é que, desde cedo, se abram para os jovens todas as janelas do mundo.

Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 21 de março de 2012

Veja 10 maneiras erradas de um gestor motivar sua equipe


Para especialistas, gestores esquecem que os profissionais se motivam de formas diferentes, o que pode gerar efeito contrário


O que toda empresa quer é profissionais motivados, animados e interessados em fazer seu melhor. Para isso, porém, é preciso saber estimular esse comportamento, oferecendo promoções, novos desafios e mais autonomia, por exemplo. O problema é que nem todo gestor sabe que, muitas vezes, ao invés de estar motivando ele pode estar desmotivando seus funcionários.

Pensando nisso, elaboramos uma lista com 10 maneiras erradas de motivar os funcionários. Contamos, para isso, com a ajuda de especialistas em gestão de carreira e motivação. Confira:

1. Os profissionais são únicos - “não existe motivação em massa”, explica o especialista em motivação, Roberto Recinella. Uma das maneiras erradas de motivar os profissionais é acreditar que o que motiva um motiva todos. Os líderes que não conhecem cada um dos membros de suas equipes podem cometer esse erro.

Na prática, o gestor acredita que determinado elemento vai motivar um profissional, pois foi o mesmo elemento que já motivou um outro trabalhador. Mas, segundo Recinella, isso não funciona sempre. A sugestão é conhecer cada um dos membros da equipe, entendendo suas necessidades e interesses.

2. Desafios megalomaníacos - a maioria das pessoas sabe que os profissionais, para se sentirem motivados, querem desafios constantes. Ou seja, uma oportunidade de superar uma meta e de mostrar um bom trabalho. O erro acontece quando o líder, pensando que vai motivar, estipula um desafio absurdo, que dificilmente será atingido. “O profissional sabe que não vai conseguir e logo fica desmotivado”, analisa o especialista. Os desafios devem sempre ser propostos, mas precisam ser palpáveis.

3. Sempre em cima - ainda na lógica do item um, o líder pode desmotivar, tentando motivar, se não entender as necessidades e os interesses dos profissionais. Nesse caso, a desmotivação acontece porque o chefe fica em cima demais do funcionário, acreditando que ele quer esse acompanhamento de perto, quando, na realidade, o que ele deseja é mais autonomia e liberdade.

Novamente, os profissionais são diferentes uns dos outros. Se o chefe entende que acompanhar de perto o trabalho de um profissional o motiva, ele não deve acreditar que isso vai motivar todos os demais. Portanto, é importante identificar as necessidades de cada um.

4. Falta de clareza - o líder também pode desmotivar alguns membros da equipe quando está tentado motivar outros. Promover um funcionário, por exemplo, sem dúvida fará com que esse profissional se motive. Porém, se essa promoção não for clara, ou seja, se os demais não entenderem os motivos dela, será um grande fator desmotivacional para os demais membros da equipe.

5. Feedback mal dado - alguns líderes acreditam que fazer uma crítica fará com que o profissional queira mudar, melhorar e virar o jogo. Por isso, ao dar um feedback, criticam alguns pontos do trabalho do profissional – pensando que ele vá querer melhorar. O problema, novamente, é que as pessoas são diferentes, ou seja, alguns são automotiváveis, enquanto outros desanimam totalmente.

A sugestão é fazer um feedback bem estruturado, ou seja, apontar os pontos que deveriam ser melhorados, observando a maneira de falar e ainda ressaltar os pontos positivos do trabalho do profissional.

6. Falta de feedback - na mesma linha do item anterior, o feedback é uma questão bastante delicada. Se o líder prefere não fazer, pensando que o profissional vai achar que a ausência de feedback significa que não há nada de errado com seu trabalho, isso pode ser um “grande tiro no pé”, explica a professora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes.

Sem uma avaliação do seu trabalho o profissional pode sentir que não é importante, que seu trabalho não faz nenhuma diferença.

7. Promoção sem remuneração - promover uma pessoa de cargo é um ótimo fator motivacional, mostra que seu trabalho foi reconhecido e que ele está pronto para novos desafios. Mas, novamente, nem todos os profissionais são iguais, e se o líder pensar que uma promoção sem aumento de salário é sinônimo de motivação para qualquer profissional, ele pode estar muito enganado. Mesmo que o funcionário se motive num primeiro momento, com o tempo ele vai entender que só tem mais trabalho, pelo mesmo salário.

8. Possibilidades que nunca chegam - Adriana explica que outro fator que pode gerar grande desmotivação, apesar do objetivo não ser esse, é prometer coisas e nunca cumpri-las. Desde sinalizar uma promoção que nunca chega, até coisas menores, como uma visita ao cliente, a participação em um projeto, novos desafios e remuneração maior. Claro que inicialmente o profissional vai se motivar, mas, quando ele entender que nada acontece, a situação pode ficar muito ruim.

9. Delegar sem dar suporte - se o líder delega funções extras a um membro da equipe, é preciso que ele também dê o suporte necessário. Muitas vezes os profissionais podem sentir que não estão preparados para assumir determinadas tarefas e, se não puderem contar com o suporte do líder, o que deveria ser um fator motivacional, acaba desmotivando.

10. Delegar sem dar autonomia - o líder também deve saber que autonomia é importante para alguns profissionais. Logo, se ele delegar algumas funções, mas continuar centralizador demais, isso pode ofuscar a motivação inicial de ter assumido novas responsabilidades.

Fonte: www.administradores.com.br

terça-feira, 20 de março de 2012

Carisma: veja como melhorar o seu no ambiente de trabalho


De acordo com especialistas, o carisma é um dos atributos mais cobrados atualmente dos profissionais


Cada vez mais, o desempenho nas atividades do dia a dia na empresa e as habilidades técnicas de um profissional não são suficientes para garantir sucesso na carreira. Entram nesta conta também muitos fatores, como as habilidades comportamentais, sendo o carisma um dos atributos mais cobrados atualmente.

De acordo com o diretor de projetos da Bazz Estratégia e Operação de RH, Edvaldo Rodrigues, hoje, as organizações valorizam muito o carisma, visto que ele é um grande aliado na capacidade de um colaborador em influenciar a percepção dos outros membros da equipe.

“Normalmente, a pessoa carismática acaba desenvolvendo uma liderança, se tornando um líder natural. Esse tipo de situação chama a atenção da empresa e faz com que a pessoa alcance posições mais estratégicas na empresa”, ressalta Rodrigues.

O professor de planejamento e gestor de carreiras da Veris Faculdades, Nelson Fender, concorda e diz que o carisma também é importante para que a pessoa construa contatos dentro da empresa. Aliás, completa, o networking, o número de convites para reuniões, almoços e projetos, são bons indicadores para que a pessoa perceba se ela está sendo carismática ou não.

Além disso, lembra Rodrigues, observar a capacidade de inspirar os outros também ajuda nesta percepção.

O que fazer para melhorar?

De acordo com os especialistas, algumas atitudes ajudam quem quer melhorar o carisma no ambiente de trabalho, como ter respeito pelo próximo, saber se colocar no lugar do outro, ter disponibilidade para ouvir os outros, sabendo inclusive contribuir para o sucesso do outro.

A estes atributos, complementa Rodrigues, junta-se a boa comunicação, o que não significa ser falante, mas, sim, saber o que falar.

Outro ponto importante é o bom senso, o controle da agressividade e a humildade. Sobre este último Fender diz o seguinte: “a pessoa deve estar aberta para receber críticas, refletir e desenvolver-se. Deve colocar suas ideias de forma tranquila e sempre que possível”.

Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sustentável: veja como ser um profissional ambientalmente responsável



Além de adotar atitudes sustentáveis, profissionais devem motivar colegas a fazer o mesmo e sugerir ações para a empresa

O consumo sustentável. A maioria dos consumidores já deixou bem claro que prefere adquirir produtos de empresas que tem práticas sustentáveis. Mas, e do lado dos trabalhadores. Será que eles estão preocupados em ser ambientalmente responsáveis no ambiente de trabalho? E, mais do que isso, como ser um profissional assim?

Antes de mais nada, ser ambientalmente responsável deve ser algo que parte do próprio funcionário, que não deve ficar simplesmente esperando ações da empresa. O diretor comercial da Buona Vita Cosméticos, Sergio Ernesto, explica que para o trabalhador desenvolver práticas sustentáveis, ele tem que começar analisando o seu próprio ambiente de trabalho.

O que você pode fazer?
Em cada empresa e ramo de atuação, existem algumas ações específicas a serem tomadas, e o funcionário deve ter uma percepção do ambiente para pensar em práticas sustentáveis. Em qualquer escritório, porém, há dicas que qualquer um pode aplicar, como o uso consciente das folhas de papel.

Imprimir o extremamente necessário, sempre pensando em usar o verso das folhas, está ao alcance de qualquer um. A questão dos copos plásticos segue a mesma lógica. Trazer de casa um copo de porcelana ou vidro, ou mesmo um squeeze, evita que você passe o dia todo consumindo água em copos de plástico. Pense que se você toma água 10 vezes por dia, serão 10 copinhos plásticos descartados no ambiente.

O pensamento deve ser o mesmo para os cafezinhos consumidos ao longo do dia. Quando o assunto é a energia, ainda mais atitudes podem ser adotadas. Desligar o monitor do seu computador ao sair para almoçar e quando vai embora é importante. Por mais que o profissional considere que o desperdício de energia seja mínimo, ele deve pensar no conjunto todo.

Pense em quantas pessoas trabalham na empresa, ou seja, quantos monitores estão sugando desnecessariamente a energia do planeta. Além disso, um único dia pode não fazer tanta diferença, mas a conta fica alta ao final do mês. As luzes também são tema de preocupação e devem ficar desligadas, sempre que possível.

Em uma reunião, abra as cortinas e deixe a luz do sol entrar, assim você conta com um recurso natural e evita ligar a eletricidade. Abrir as janelas também evita o uso do ar condicionado. Quem carrega os celulares também deve ficar atento. Ernesto recomenda tirar o carregador da tomada depois que o aparelho estiver carregado, isso evita o desperdício de energia. Para quem usa notebook, a dica é usar a bateria até o final e não ficar carregando a todo momento.

Isso evita viciar a bateria da máquina e também, novamente, é ambientalmente sustentável.

Motive os demais
Ernesto ainda pontua que mais do que adotar tais práticas individualmente, os profissionais ainda podem fazer mais duas coisas importantes: motivar os demais colegas a fazer o mesmo e sugerir que as empresas adotem práticas sustentáveis no seu dia a dia. No primeiro caso, se você quer realmente ser ambientalmente responsável, motive seus colegas a fazerem o mesmo. Assim a economia se torna muito maior.

Ainda, o funcionário pode sugerir diversas práticas para a empresa. Por exemplo, que coloque placas informativas nas tomadas – onde se solicita que a luz seja apagada após o uso. Na compra do material de escritório, ele pode incentivar a aquisição de produtos de empresas que adotem práticas sustentáveis.

Lembre-se que práticas sustentáveis traz muito valor agregado para a empresa, tanto pela redução de custos quanto pela fama que acaba tendo no mercado.


Fonte: www.administradores.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2012

Comportamento: você sabe como lidar com profissionais resistentes às mudanças?


Para professor, a notícia deve ser anunciada com clareza, pontuando os objetivos e as perspectivas de ganho



No mundo corporativo, as relações interpessoais são um dos principais problemas que os profissionais enfrentam. Lidar com diferentes perfis não é uma tarefa fácil, e isso, normalmente, gera bastante estresse. E quando o profissional com quem você trabalha é extremamente resistente às mudanças, será que é possível lidar com isso evitando discussões?

O professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, Gilberto Cavicchioli, explica que há diversos motivos que podem tornar um profissional resistente às mudanças. Essa resistência pode estar acontecendo por medo de que ela trará mais trabalho; ou porque a mudança está sendo comunicada de forma incorreta; ou, simplesmente, por que é percebida como algo obrigatório.

A chave dessa questão, portanto, é como a notícia da mudança é anunciada. “O responsável por anunciar a mudança deve ter muita clareza das implicações dessa alteração”, diz o professor. Na prática, o profissional deve saber porquê a mudança está sendo implementada, quais os objetivos dela e quais as perspectivas de lucro que ela trará, por exemplo.
Passo a passo

O professor, inclusive, cita uma ferramenta que ajuda nesse processo: o SMART. Cada letra é um ponto a ser analisado para propor a mudança. O “s” é de specific (específico), ou seja, quer dizer que a mudança deve ser muito bem detalhada, “o que queremos com ela?”.

O “m” é de measurable (mensurável), que significa que se deve pensar nos meios de mensurar os ganhos com essa mudança: “o quão importante ela é?”. Já o “a” vem de attainable (arrojada), ou seja, ela vai exigir das pessoas uma postura que até então não era exigida e eles precisam se preparar para isso.

O “r” é de relevant (relevante), ou seja, os profissionais envolvidos devem entender o quão relevante é a mudança, “o líder tem que explicar que as coisas vão mudar porque isso vai ser positivo para a área”, pontua Cavicchioli.

Por fim, o “t”, se refere ao timely (prazo). “O processo de mudança tem que ter um prazo para ser implementado. “A equipe não deve estar em permanente mudança”, explica o professor. Qualquer alteração deve ter data para começar e para terminar.

Quando o profissional tem bem claro todos os pontos da mudança, ele se torna menos resistente. Isso acontece porque muitas vezes a resistência à mudança vem justamente desse sentimento do desconhecido. “Se você não sabe qual o resultado que isso vai gerar, nem para que está sendo feito, não vai querer mesmo fazer”, finaliza o professor.

Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 15 de março de 2012

Emprego: você sabe como impressionar em uma entrevista via Skype?


Especialista dá dicas de como realizar uma entrevista de emprego produtiva pela internet; confira


Uma coisa é fazer uma entrevista de emprego via Skype, outra, bastante diferente, é ser capaz de impressionar o selecionador utilizando esse recurso. À medida que a internet se torna cada vez mais importante no mundo corporativo, sobretudo por economizar tempo e dinheiro, os profissionais devem estar preparados para tirar o máximo de proveito desse recurso.

A palavra-chave para impressionar é preparação. Entre as dicas, elaboradas pela especialista em mídia social Marian Schembari e divulgadas no site Career Builder, o profissional deve preparar um portfólio digital, ou seja, links de arquivos ou vídeos que podem ser acessados durante a entrevista.

Os arquivos também podem ser enviados via chat. Assim, você pode ilustrar suas conquistas instantaneamente, permitindo que o entrevistador conheça mais a fundo o seu trabalho.

Para impressionar, vale a pena prestar atenção nos seguintes itens:

1. Para onde olhar? - a dica é que o candidato olhe para a câmera e não para a tela do computador. Por mais que isso pareça estranho, se você direcionar o seu rosto para o monitor, pode gerar uma sensação no entrevistador de que você está olhando para longe.

De acordo com a especialista, por mais que você não esteja fazendo contato olho a olho, no sentido tradicional, quando você olha para a câmera, parece que você está olhando para o entrevistador.

2. Cuidado com as interrupções - lembre-se de que sua casa é um ambiente bastante diferente do ambiente corporativo. Por mais que esteja em seu quarto ou escritório, não se esqueça de desligar os telefones e avisar a família, para que não haja interrupções.

Cuidado especial com crianças e cachorros. “Muitas pessoas não levam a entrevista via Skype tão a sério quanto as entrevistas pessoais, mas você precisa ser tão profissional quanto”, explica Marian.

3. Pratique em frente a um espelho - quem não tem nenhuma familiaridade com câmeras pode achar bem assustador ver seu rosto nesse recurso pela primeira vez. E isso pode atrapalhar o curso da sua entrevista. A sugestão, portanto, é praticar em frente a um espelho antes.

É interessante, inclusive, se familiarizar com as expressões que você faz quando fala. Além disso, praticar ajuda a perder a timidez das câmeras.

4. Cuidado com o fundo - segundo especialistas, o que fica à mostra na câmera, além do seu rosto, pode dizer muito sobre como você se preparou para a entrevista. A dica é mirar a câmera para um fundo branco ou de uma cor quente. Além disso, limpe sua mesa e deixe visíveis apenas prêmios e certificados.

5. Roupas e cores - assim como na entrevista pessoal, é preciso prestar atenção à roupa que vai vestir. Lembre-se de que o importante é evitar distrair o entrevistador, sobretudo com cores chamativas. Evite roupas com estampas florais ou listras brilhantes, por exemplo.

6. Faça uma simulação - uma entrevista de emprego já gera sobre os candidatos pressão suficiente. Evitar que essa ansiedade aumente é muito positivo. Nesse sentido é que se torna importante fazer um teste prévio; assim, você elimina a insegurança do equipamento não funcionar. Vale fazer uma simulação com alguém de confiança, que lhe dê um feedback honesto.

Não se esqueça de testar a qualidade do áudio e do vídeo, pois, por mais que seu computador tenha uma câmera embutida, isso não é garantia de qualidade.


Fonte: www.administradores.com.br

terça-feira, 13 de março de 2012

O desafio de reter talentos


As diversas e atraentes ofertas no mercado fazem muitas vezes as empresas perderem seus profissionais mais talentosos. E isso tem tirado o sono das lideranças e, principalmente, da área de RH

As grandes empresas são formadas por profissionais competentes, mas que no fundo são seres humanos movidos a vontades, desejos e sonhos. E são estas pessoas que constroem, fortalecem e fazem as grandes companhias crescerem e se desenvolverem. Porém, as diversas e atraentes ofertas no mercado fazem muitas vezes as empresas perderem seus profissionais mais talentosos. E isso tem tirado o sono das lideranças e, principalmente, da área de RH.

A resposta é simples, mas ainda de difícil compreensão. Bem objetivamente, as empresas e seus líderes ainda não valorizam de fato as pessoas da corporação. Um reconhecido estudo, o Leadership Quarterly publicado pela Universidade do Estado da Flórida, afirma que:

- 39% dos trabalhadores ouvidos disseram que o seu supervisor não consegue cumprir as promessas;

- 27% afirmaram que o seu supervisor também fez comentários negativos sobre eles para os outros funcionários ou gerentes;

- 24% indicaram que o seu chefe invadiu sua privacidade;

- 23% disseram que seu supervisor culpava os outros para encobrir erros pessoais ou minimizar o embaraço.

A realidade do mercado brasileiro, pela minha experiência, é também em essência muito parecida com esse estudo. Os funcionários não deixam más companhias - eles deixam, na realidade, os chefes ruins. Ou seja, comunicar efetivamente com seus empregados deve ser uma tática fundamental para a saúde da organização.

Então, qual seria enfim o pulo do gato para reter talentos?

Esta é a grande indagação do momento entre os líderes. No meu entendimento, as companhias e os grandes empresários precisam urgentemente saber identificar os pontos falhos dentro do ambiente do trabalho e da empresa, para entender porque seus profissionais buscam outras oportunidades. Muitas vezes, a resposta vem de uma pergunta bem simples: "O que está faltando aqui para você?". Daí, sim, objetivamente, pode se entender a razão da insatisfação dos seus talentos.

Encoraje, portanto, os seus profissionais a compartilhar suas preocupações e por sua vez, os líderes devem também partilhar as suas preocupações com eles. Desta forma, o diálogo efetivo acontece, favorecendo a abertura e o aumento da confiança entre todas as partes envolvidas.

Além disso, é de grande importância tratar os colaboradores de forma justa e respeitosa. Isso porque, eles são os melhores ativos da empresa e deve-se proteger e alimentá-los. Deixá-los saber o quão importante são suas contribuições para a empresa, honrar os compromissos assumidos e esclarecer quando não será possível executá-los e por qual razão. Desta maneira, cria-se um ambiente de confiança. Outro ponto, muito importante, principalmente para as novas gerações, é criar um ambiente de aprendizagem, onde o profissional sinta que pode sempre buscar e alcançar todo o seu potencial.

Quando um profissional considera trocar de emprego é porque as opções que a outra empresa está oferecendo são mais interessantes do que continuar onde estão. As preferências que fazem este profissional ir buscar de um novo caminho normalmente são: a combinação financeira e a não financeira. Daí os seguintes fatores são os mais avaliados: o clima do ambiente de trabalho e a possibilidade de crescimento profissional, entre outros benefícios.

Objetivamente, três fatores são muitos importantes para manter talentos. São eles: o alinhamento dos valores das pessoas com os valores das empresas, a autonomia de decisão e desenvolvimento, e a maestria. Quando um profissional enxerga essas vertentes dentro da empresa será muito difícil ele procurar outro emprego.

Lógico que muitas pessoas mudam de emprego por conta dos salários, mas em muitos casos este não é o fator determinante, e sim o conjunto de benefícios não financeiros junto com uma melhor qualidade de vida.

Pode parecer inacreditável, mas ainda hoje existe uma falta de senso do que é realmente um bom ambiente, de um relacionamento saudável com colegas e líderes e, principalmente, das empresas entenderem que as pessoas são também feitas de emoções. Saber, portanto, tratá-las também levando em conta este âmbito é fundamental tanto para o bom desempenho individual de cada funcionário como o coletivo.

No panorama geral as empresas e seus líderes têm dificuldades em tratar as pessoas e se sentem mais confortáveis em tratar apenas do dinheiro. Mas a partir do momento em que o profissional encontra dentro da empresa "a casa", no sentido de unir os fatores financeiros e os não financeiros, não há razão de se ir em busca de novos rumos. Este é o desafio definitivo.


Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mais da metade dos executivos aprova uso de redes sociais nas empresas


Entre os benefícios apontados pelos profissionais a favor dos sites, estão a melhora da comunicação entre os funcionário e a oportunidade de descobrir novos negócios

Um total de 55% dos executivos brasileiros são a favor do acesso à redes sociais no ambiente corporativo. A informação é de um estudo da Gentis Panel, que verificou como a ferramentas interfere nos negócios das empresas e no trabalho dos funcionários. Cerca de 29% dos profissionais não concordam com o uso das redes sociais durante o expediente e 15% estão indecisos sobre o assunto.

Entre as justificativas para se permitir o acesso a sites como Facebook, LinkedIn e Twitter no ambiente de trabalho está a crença de que melhora o network e possibilita a geração de novos negócios, segundo 80% dos entrevistados. Para 43% dos pesquisados, navegar nas redes sociais pode ajudar a aliviar o stress do dia a dia, mantendo o profissional em contato com amigos e parentes. Já 56% dos participantes acreditam que o uso das ferramentas facilita a comunicação e a socialização entre os funcionários.

Entre os pesquisados que são contra as redes sociais durante o expediente, 94% apontam que os colaboradores não seriam capaz de separa a vida profissional de assuntos pessoais. Outros 30% acreditam que os sites não proporcionam informações relevantes para o trabalho, enquanto 26% afirmam que as redes sociais expõem inadequadamente a vida pessoal dos funcionários.

O levantamento indica ainda que 63% das empresas possuem um regulamento sobre o acesso aos sites no ambiente de trabalho, contra 26% negam a existência de algum código que regule a navegação nas redes sociais. Os departamentos de Marketing, Comunicação e Produto são apontados como os que mais navegação no sites (57%), seguidos por Tecnologia da Informação (54%) e Atendimento ao Cliente e Suporte (49%).


Fonte: www.administradores.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2012

Derrotado por falta de treinamento?


Há empresários alegando que treinamento é um componente desnecessário. Contudo, quais os resultados de uma empresa sem treinamento?

Fazia um longo período que não corria de kart. Coloquei o macacão, capacete, luva e depois da volta de reconhecimento da pista, acelerei... Por mais confiante que eu estivesse em buscar um bom resultado, não observei que meus adversários estavam mais preparados. Pensei no aspecto da ausência de treinamento e na minha incapacidade de pilotar com maior competência. No cenário corporativo seria semelhante? Há empresários alegando que treinamento é um componente desnecessário. Contudo, quais os resultados de uma empresa sem treinamento? Observe a seguir, dois fatores, para não tornar sua empresa retardatária com a ausência de treinamento e assumir na prática, o compromisso de subir no pódio, acreditando que valeu a pena todo o esforço e comprometimento.

O momento de agir é agora - tenho orgulho em afirmar, que apresentei palestras, em importantes convenções de vendas. Cada evento com sua peculiaridade, enaltecendo temas envolventes e com a preocupação de melhoria contínua. Como a proposta do meu trabalho é uma palestra personalizada, com conteúdo direcionado ao perfil de cada empresa, gosto de enfatizar que, o momento de uma convenção é um estágio de parada obrigatória. É a ocasião de alinhar os objetivos, avaliar a atuação da empresa diante do mercado e da concorrência. E como está sua empresa? Realize uma avaliação de desempenho e perceba que, o treinamento é uma maneira eficaz para ajudar você e a sua equipe a não apresentar no final do ano, uma lista enorme de justificativas, por não conquistar vitórias e superar desafios. Deixar para o próximo mês, a oportunidade de investir em treinamento, pode ser tarde demais. O momento de agir é agora!

Troféu não chega ao acaso em suas mãos - no meu livro "Oportunidades", entrevistei o talentoso jogador de futsal Falcão, que além de atleta da Seleção Brasileira, foi eleito três vezes pela Fifa, o melhor esportista mundial. Além de considerar o treino como algo essencial, o premiado jogador falou: "Você precisa encarar cada treinamento, como um aprendizado para sempre melhorar. As oportunidades acontecem todos os dias. Se você continuar treinando, você continua fazendo gols". Nesse sentido, acredite que um troféu não chega ao acaso em suas mãos e que o sucesso é uma consequência de treinamento, realizado de maneira séria. Sinta o gostinho da vitória, levantando o troféu com a soma da autoestima, criatividade e inovação. Como você e sua empresa treinam para marcar gols?

Tenha tenacidade para ajudar sua equipe a encontrar uma visão ampla do papel que desempenha atualmente, pois se como eu, você correr de kart sem treinamento, ao lado de pessoas preparadas, aceite sair no final da corrida, caminhando triste na pista, desmotivado com seu próprio desempenho. Valorize a autoestima, mostre que sua equipe possui valores que merecem reconhecimento. Mostre que treinamento é algo primordial, que não pode ser aceito como um mero entretenimento ou, colocado inerte nos boxes. Desponte na linha de chegada com a ampliação dos seus conhecimentos e do desenvolvimento das competências de sua equipe. Agora responda: Sua empresa dispõe de alto nível de desempenho, para cruzar a linha de chegada? Investir em treinamento é um tempo perdido?


Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ficou desempregado? Veja o que fazer com todo o tempo livre


Especialista elabora uma lista de atividades para preencher o tempo do profissional recém-desempregado

Você foi demitido ou pediu demissão. Não importa o motivo que fez com que deixasse o emprego, o fato é que, a partir de agora, terá bastante tempo livre até encontrar uma recolocação. Mais do que mandar currículo, esse tempo pode ser aproveitado de formas bastante úteis.

Pensando nisso, a equipe InfoMoney contou com a ajuda da professora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes, para elaborar uma lista de atividades que o recém-desempregado pode fazer para preencher seu tempo.

Cuide do networking - ter uma boa rede de relacionamento é importante para qualquer profissional em qualquer posição. Cuidar dela, porém, não é tão fácil, quando estamos na correria do dia a dia. Quase nunca sobra tempo para tomar um café com o antigo chefe, para se reunir com sua ex-equipe de trabalho e mesmo com os colegas de algum curso que tenha realizado ao longo da carreira.

O tempo que o profissional tem quando está desempregado pode ser muito bem investido, ao retomar o contato com essas pessoas. Mas Adriana alerta que não se deve reativar sua rede de contatos só para sondar uma nova oportunidade. As pessoas vão ficar sabendo, inevitavelmente, que você está desempregado. É importante evitar deixar claro que você só esta retomando o contato porque busca uma nova posição.

Use seu tempo para saber como as pessoas estão, bata um bom papo e saia para tomar um café com aquelas pessoas que foram importantes ao longo da sua trajetória profissional e mesmo da sua vida. Se uma oportunidade surgir, será um lucro.

Cursos de atualização - se você não está trabalhando, terá um bom tempo para investir em cursos. A especialista aconselha os profissionais a buscarem cursos de especialização, sobretudo para desenvolver competências que faltam para ter um desempenho melhor na profissão. Se ainda não é bom em inglês, faça um curso; se sente que tem problemas de gestão, procure um bom treinamento.

Os benefícios dessa estratégia são inúmeros. O profissional se desenvolve, usa seu tempo livre com algo útil e ainda tem a oportunidade de conhecer novos profissionais que, quem sabe, poderão ajudar na recolocação.

Evite o “efeito sofá” - um dos maiores problemas de se estar desempregado é o efeito psicológico que pode destruir os profissionais. A questão é que ficar deprimido, não sair da frente da TV e evitar seus contatos são atitudes que não vão ajudá-lo em nada. O profissional tem de enfrentar o problema e não se deixar abalar por uma etapa complicada em sua vida.

Mais do que mandar currículos, entrar em contato com antigos colegas de trabalho e fazer cursos, a pessoa que se encontra desempregada deve ter uma rotina. Adriana aconselha a não deixar de acordar cedo, de ter atividades, de se informar e fazer tudo que sempre fez.

Cuide da saúde - o momento de desemprego também possibilita dar uma boa atualização na sua saúde. Faça, portanto, todos os exames que você adiou, por conta do trabalho. Adriana ainda explica que o desemprego normalmente gera um sentimento de depressão nos profissionais, o que pode debilitar a imunidade e trazer doenças. Cuidar da saúde será importante nesse momento.

Faça muitas entrevistas - por fim, você pode utilizar produtivamente o tempo que dispõe quando não está empregado fazendo várias entrevistas de emprego. A especialista aconselha que o profissional participe de processos seletivos, mesmo que não esteja tão interessado na vaga.

Assim, acaba ganhando mais prática em fazer entrevistas. Você aprende a se expressar melhor e a negociar questões salariais, por exemplo. Mas vale uma ressalva: não se deve fazer mais do que duas entrevistas ao dia. Por mais que esse encontro não dure tanto tempo, para que seja bem aproveitado, o profissional precisa se preparar e fazer ainda uma análise do seu desempenho.

Antes de ir a uma entrevista, é preciso estudar a empresa, o que deve tomar algum tempo. Depois, ele precisa observar como se saiu, o que poderia ter feito diferente e melhor. Só assim acontece o processo de aprendizado.


Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

7 lições de Harry Potter sobre liderança


A saga de Harry Potter se desenvolve ao longo de sete livros. Em cada um deles há importantes lições que os líderes contemporâneos poderiam utilizar no seu dia-a-dia. Saiba quais

(Imagem: http://harrypotter.wikia.com)


No livro 1 (A pedra filosofal), o simpático bruxinho nos ensina que para liderar é preciso, em primeiro lugar, acreditar que as coisas podem ser melhores do que jamais foram. Esse insight nos permite compreender porque é fundamental que os líderes tenham consciência dos ônus e bônus inerentes à sua função, o quanto é importante saber fazer as escolhas certas, o valor inestimável dos aliados e o risco de subestimar os inimigos.

No segundo livro da saga (A câmara secreta), Harry nos inspira para refletir sobre como lidar com trade-offs e nos remete a reflexão sobre o estilo de liderança que devemos adotar. Durante seus frequentes atritos com Draco Malfoy verificamos que Harry deixa transparecer algo que muitos líderes lutam para esconder: que são seres sensíveis ao bem mas também o são ao mal.

Com base no livro 3 (O prisioneiro de Askaban), é possível estabelecer uma analogia entre os "dementadores" e a importância do modelo mental no exercício da liderança. Também é possível verificar como é importante saber onde estamos pisando (nosso "mapa do maroto"). Outro aspecto interessante é a reflexão sobre como utilizar experiências anteriores para tomar decisões mais seguras e discutir por que, às vezes, nossos inimigos são os melhores aliados.

O quarto livro (O cálice de fogo) nos inspira a utilizar nossas memórias na hora de decidir e nos ajuda a refletir sobre a importância de não nos preocuparmos apenas em vencer a qualquer custo.

Um novo momento de reflexão pode ser vivido com a leitura do livro 5 (A ordem da Phenix), que nos alerta sobre a importância de manter nossa mente livre de interferências, ensina a nos prepararmos para perder até mesmo pessoas que amamos e nos leva a refletir sobre a importância de não temermos as injustiças.

Podemos utilizar o livro 6 (O príncipe mestiço) para, junto com Harry, refletir sobre a importância de aprender com quem já fez antes, conhecer a história daqueles que nos cercam e ter cautela com as pessoas más.

Finalmente chega a grande apoteose do livro 7 (As relíquias da morte) para lembrar que mesmo os amigos mais leais podem ter ciúmes do nosso sucesso.

Acreditamos que é possível utilizar a obra de J.K. Rowling para pensar sobre como: 1 – Aproveitar as metáforas contidas nos 7 livros da saga de Harry Potter para refletir sobre liderança; 2 – Analisar os principais desafios do líder contemporâneo; 3 – Compartilhar experiências, discutindo teorias e posturas que podem conduzir a formação de um estilo de liderança que permita atingir resultados sem abrir mão de um tratamento mais humano do liderado.

Não há dúvida de que formar líderes capazes de enfrentar desafios como a chegada da geração Y ao mercado do trabalho, apagão da mão de obra, uso cada vez mais intenso de novas tecnologias no ambiente de trabalho, necessidade de desenvolvimento de visão sistêmica e tantos outros não é tarefa fácil. A ausência de novas abordagens que possam estimular pessoas a estudar liderança é um fator que torna mais agudo esse desafio.

Até onde sabemos, não há notícias de que se tenha utilizado os livros que retratam a saga do simpático bruxinho Harry Potter para ilustrar os desafios diários enfrentados pelas lideranças. Acreditamos que ao fazê-lo, poderemos estar ajudando as pessoas a se aproximar dessa importante temática de forma lúdica e sedutora.



Fonte: www.administradores.com.br

terça-feira, 6 de março de 2012

Maioria dos profissionais tem dificuldade de fazer networking pela internet


Levantamento da Monster revela que 60% dos executivos consultados possuem problemas para fazer contatos

Manter uma rede de contatos atualizada e ativa não é uma tarefa fácil, nem mesmo virtualmente. A informação foi recentemente divulgada no site de recrutamento da Monster, e faz parte de uma pesquisa sobre o tema.

De acordo com o levantamento, a maioria dos profissionais consultados (60%) tem uma grande dificuldade neste aspecto. Além disso, pelo menos metade deles alegaram não possuir nenhuma rede de contatos on-line.

Uso da rede

O mesmo se refere também ao uso da rede. Ao que parece, dentre os 500 participantes entrevistados, muitos revelaram possuir problemas para utilizar os recursos de uma rede on-line, especialmente se for para pedir ajuda ou favores aos seus contatos.

“O item foi mencionado por 39% dos entrevistados, que revelaram ser esse um dos aspectos mais difíceis no quesito relacionamento”, detalhou a pesquisa.

O levantamento revelou ainda que o segundo item mais votado foi a falta de tempo e o esforço necessário para manter as amizades, que obteve 27% dos votos. Por último, o receio de fazer novos contatos também foi mencionado, com 26% das respostas.


Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 5 de março de 2012

Estresse ajuda a identificar lado positivo dos problemas, diz estudo


Pesquisa acadêmica revela que estresse pode impactar as pessoas de diferentes formas, tornando-as mais cautelosas

O estresse pode impactar as pessoas de forma diferente e, em alguns casos, ajudar os indivíduos a enxergar o lado bom dos problemas. Ao menos é isso o que aponta estudo acadêmico publicado na revista da Association for Psychological Science neste mês.

De acordo o levantamento das pesquisadoras Mara Mather e Nichole R. Lighthall, ambas da Universidade da Carolina do Sul, dos Estados Unidos, as pessoas que vivenciaram momentos de tensão costumam se focar mais nos aspectos positivos de uma experiência do que nos negativos, especialmente se forem mulheres.

Como reagem
Ao que parece, diferentemente dos homens, que em uma situação estressante tendem a se focar mais nos riscos, as mulheres costumam se mostrar mais cautelosas em diversos aspectos de sua vida pessoal, se aproximando de seus companheiros para melhorar seus relacionamentos e solucionar os problemas.

“O estresse também pode afetar uma tomada de decisão financeira, já que, ao ser confrontado com uma perda, um indivíduo costuma adotar uma postura mais conservadora”, diz o pesquisador da Universidade Rutgers, Anthony Porcelli, que acredita que esta atitude não seja tomada em uma situação mais crítica, por exemplo.


Fonte: www.administradores.com.br